Diagnóstico e Tratamento 

DEPENDÊNCIA QUÍMICA

A Organização Mundial de Saúde define a dependência química como o “estado psíquico e algumas vezes físico resultante da interação entre um organismo vivo e uma substância, caracterizado por modificações de comportamento e outras reações que sempre incluem o impulso a utilizar a substância de modo contínuo ou periódico com a finalidade de experimentar seus efeitos psíquicos e, algumas vezes, de evitar o desconforto da privação”. Seguindo essa definição, o Manual de Diagnóstico e Estatística da Associação Psiquiátrica Americana (DSM-IV-TR) define a dependência como um padrão mal adaptativo do uso de substâncias, levando a prejuízo ou sofrimento clinicamente significativo, caracterizado pela presença de três ou mais dos critérios a seguir, pelo período de um ano:

• tolerância (necessidade de quantidades maiores para obtenção do mesmo efeito ou menor intensidade do efeito com a dose habitual);

• abstinência (síndrome com sinais e sintomas típicos de cada substância, que são aliviados pelo consumo);

• consumo por período de tempo mais prolongado e em quantidades maiores que o planejado;

• desejo persistente de uso e incapacidade para controlá-lo;

• muito tempo gasto em atividades para obtenção da substância;

• redução do círculo social em função do uso da substância;

• persistência do uso da substância, apesar de prejuízos clínicos.

Todas as substâncias com potencial de gerar abuso e dependência agem em diversos sítios cerebrais, promovendo interação complexa entre as várias vias de neurotransmissão. Entretanto, a ativação da via de recompensa cerebral é o elemento comum a todas elas, gerando reforço positivo (sensação agradável e prazerosa), que leva à intensificação do consumo.  Diante dessa situação, a substância atua como um fator de estruturação do ego, gerando, assim, a sensação de profundo bem-estar, que leva ao impulso incessante de consumo.
Depressão e transtornos ansiosos são as comorbidades  mais comumente encontradas.

Existe tratamento para a dependência química, Terapia Cognitivo Comportamento associado a medicamentos Psiquiátricos.

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© 2016 by Dra Juliana Leite